A SÍNDROME DO BRENO E A DEPRESSÃO DA MÃE DELE (EU)
Bem... Pra tentar escrever o que irei relatar aqui neste artigo, relutei várias vezes. Toda vez que ia atualizar o site, pensava: " É agora a hora de escrever sobre minha depressão e minha ausência na vida do Breno", mas nunca tive coragem. Tanto que pra escrever agora, atualizei dois artigos anteriores, mas não era o que realmente eu queria escrever, mas relutei mais uma vez e escrevi sobre outro assunto, fechei o site, fui tomar àgua e... respirei fundo e sentei em frente do notbook, para tentar escrever sobre esse softimento, que talvez muitas mães sentem.
Quando o Breno nasceu, dois meses depois tive depressão pós parto.
No período em que ele esteve na UTI, eu tinha que levar pelo menos 30 ml de leite materno pra ele, passava horas expremendo meus seios para levar para meu RN (é assim que tratam os bebes que lá ficam, no caso o meu RN da Pricilla), mas somente gotejava. Até que um dia cheguei toda feliz para meu marido com uma chuquinha na mão e falei pra ele: " CORRE AMOR, CONSEGUI 0,5 ML DE LEITE, VAMOS LEVAR para o neném ". Chegando no hospital a enfermeira falou pra meu marido, que tinha subido pra entregar a fartura de tanto leite, que tinha que ser no mínimo 30 ml para dar uma mamada para Breno, mas que iria dar aquelas gotinhas porque o faria bem... Me senti arrasada.
Na verdade, tudo que se relaciona com o Breno até mesmo hoje me culpo ou porque poderia eu ter feito, ou evitado, ou não tivesse provocado...
Não sei se quem está lendo este artigo, sabe que Breno ficou na UTI por 19 dias, nada relacionado com a sindrome. Ele teve uma pneumonia congenita e teve que ficar na neo natal para tomar os antibióticos .
A pneumonia é uma infecção pulmonar devido à qual os pulmões se enchem de líquido, produzindo-se dificuldades respiratórias.
A pneumonia dos recém-nascidos costuma começar quando a ruptura prematura das membranas faz com que se produza a infecção do líquido amniótico (amniotite). O feto está rodeado de líquido amniótico infectado e pode aspirar líquido para os seus pulmões. Deste modo contrai a pneumonia, às vezes com sepse. A pneumonia também pode aparecer semanas depois do nascimento, sobretudo nos bebés com respiração assistida por um respirador artificial.
Por aí, já me culpei porque tive uma infecção urinária muito forte, mais ou menos 1 mês antes dele nascer. Então logo, achei que fosse culpada pela pneumonia dele, por ter aspirado talvez a minha infecção.
Os meses foram se passando, Breno veio pra casa e ele era nossa alegria de viver. Mas percebi que alguma coisa de errado exisita ali. Porque tudo que eu podia tercerizar pras pessoas fazerem com ele, assim eu fazia. Nao digo que foi uma rejeição, mas sim o inicio de uma depressão que perdura até hoje.
Sempre fui uma pessoa que não acreditava no pior, agia como se nada estivesse acontecendo. E conforme precisávamos de ir ao médico pra saber sobre a evolção do Breno eu tentava me esquivar. Podia ser a pior notícia, mas eu continuava firme e forte. Só que... depois eu caia na cama. E assim as coisas foram piorando.
Deus na sua infinita bondade, sempre me amparou com pessoas maravilhosas ao meu redor,que sempre segurararam a barra, quando estava na pior.
A SINDROME é encarada nas nossas vidas como um motivo para percebernos como BRENO era guerreiro e especial. Uma criança iluminada.
Mesmo assim, continuava eu me afastando cada vez mais da vida dele.